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Wi-Fi gratuito começa a cobrir as cidades


Com o rápido avanço na tecnologia, sobretudo nos telemóveis, tablets e consolas portáteis, o acesso à internet, há muito que deixou de ser em casa no desktop.
Para ir ao facebook, para receber e enviar e-mails, para ver vídeos e noticias
Os consumidores precisam de internet em todo o lado e como os pacotes de dados móveis (TMN, Vodafone, Optimus) fornecidos pelas operadores ainda praticam preços elevados, em comparação com os preços dos tarifários de sms e chamadas, o wi-fi gratuito é uma necessidade para todos.
Além disso as empresas já colocam 4G disponível quando 95% dos equipamentos no mercado não suportam este tipo de acesso. Para não falar dos preços praticados para a internet 4G.

Algumas universidades, empresas e até mesmo cafés e esplanadas, já oferecem acesso gratuito para quem respectivamente lá estuda, trabalha ou toma café. Contudo é ainda limitado, não nos permite estar constantemente ligados de forma gratuita.

Há alguns projectos que procuram criar redes wi-fi, como o 
ZON@Fon da ZON. Clientes que possuem internet da ZON em casa, transformam o seu router wi-fi num hotspot público, ou seja, ao darem acesso ao seu wi-fi aos outros clientes ZON, podem também aceder ao wi-fi de todos os outros clientes que aderiram a este projecto. A ZON indica que são 500 mil pontos de acesso (locais) em Portugal, contudo olhando para o mapa vê-se claramente que cidades como Porto e Lisboa já conseguem ter quase 80% dos locais com cobertura, porque são zonas onde há muitos clientes, contudo cidades como Beja, Castelo Branco, Guarda ou Covilhã, todas juntas não têm 50 hotspots.


Assim sendo é fundamental que os municípios forneçam acesso wi-fi. Contudo é necessário um plano estratégico para que esse acesso consiga chegar a cerca de 90% dos espaços públicos. Na Covilhã por exemplo esse acesso existe na Praça do Município e no Jardim do Lago, o 1º porque a Câmara se localiza lá e fornece, no 2º porque é um local onde se concerta muita gente. Isto está longe de ser uma cobertura global.


Lá fora há algumas novidades e ideias bastante boas, como por exemplo em Londres onde os táxis fornecem wi-fi gratuito.
"A Greentomatocars, uma empresa privada de táxis a pedido, está a oferecer Wi-Fi gratuito em toda a sua frota de carros.
Fonte da empresa disse ao The Inquirer que a conectividade será assegurada por cartões SIM instalados nos táxis, capazes de providenciar taxas de débito de 7,2 Mbps em download e 2 Mbps em upload. Aos passageiros, basta inserir a password “ilovefreewifi” para aceder ao serviço." (fonte)

Outra ideia inovadora surgiu em New York, onde um programa de testes está a ser lançado e pretende reabilitar os telefones públicos, transformando-os em hotspots.



"Para já, o teste é limitado a dez telefones públicos espalhados por Queens, Brooklyn e Manhattan, indica o Gigaom. O acesso ao Wi-Fi é gratuito, e aos potenciais internautas basta concordar com os termos de utilização para poderem começar a navegar na Internet.
Segundo o Gigaom, o esforço faz parte de um plano para providenciar uma maior infoinclusão aos seus habitantes, mas também para tentar perceber o que fazer com um cada vez maior número de telefones públicos que têm cada vez menos utilidade.
Estes novos hotspots estão equipados com antenas de “qualidade militar” que fornecem uma cobertura de cerca de 90 metros. Se tudo correr bem, o plano é transformar os cerca de 13 mil telefones públicos em hotspots Wi-Fi." (fonte) (+ info)

Nas cidades portuguesas não há 13 mil cabines telefónicas, mas isto é apenas uma ideia do que pode ser feito. Táxis, autocarros, estações de metro, cabines telefónicas, paragens de autocarros, gasolineiras, cafés, esplanadas, jardins, centros comerciais etc etc.

Ainda assim com as velocidades que os prestadores de serviços já fornecem aos clientes particulares, sobretudo com a Fibra óptica, projectos como os da ZON podem realmente ter impacto, pois com 100Mb ou 300Mb permitem que 20% dessa largura de banda pode ser desviada para dar acessos gratuitos aos outros sem que isso interfira no acesso em casa.





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